Entrevista

"Bolsonaro fustiga a democracia e isso é assustador", diz Luciano Bivar, presidente do PSL

O presidente nacional do PSL, deputado Luciano Bivar, é o que se pode chamar de bolsonarista arrependido. Em 2018, o então deputado Jair Bolsonaro precisava de uma legenda para lançar-se candidato a presidente e encontrou no partido de Bivar um porto seguro. Com pouquíssimos recursos do fundo eleitoral (R$ 9 milhões) — pois o PSL só tinha um deputado federal —, e sem tempo de TV, Bolsonaro se elegeu presidente e até a presidência do partido ele tomou para seu grupo. Bivar flanou na onda bolsonarista, mas retomou a sigla após as eleições. Passou a presidir o maior partido na Câmara, com 52 deputados. O problema é que, depois, quando o PSL tinha mais de R$ 500 milhões em caixa do fundo partidário, Bolsonaro tentou lhe dar uma rasteira e tomar o PSL de volta. Bivar e um grupo de deputados reagiram e partiram para a oposição ao presidente. Hoje, o grupo bivarista defende até o impeachment do capitão. Bivar diz, em entrevista exclusiva à ISTOÉ, que as denúncias de Moro, e sobretudo as do empresário Paulo Marinho, são “extremamente graves”, podendo levar a Câmara a instalar uma CPI contra o presidente. Aos 75 anos, Bivar diz que Bolsonaro lhe provoca “amargura”.

Bolsonaro tem de ser preso pelo exercício ilegal da medicina: charlatanismo

Operação Cloroquina

Bolsonaro tem de ser preso pelo exercício ilegal da medicina: charlatanismo

O presidente Jair Bolsonaro tem de ser preso pelo exercício ilegal da medicina: charlatanismo. Ele insiste em induzir a população à eficácia do medicamento cloroquina no combate à Covid-19. Antes essa substância fosse completamente inócua. Mas não é. Desenvolvida para o tratamento da malária, artrite reumatoide e lúpus, no caso do novo coronavírus o remédio pode causar danos irreversíveis – entre eles, a morte. É, assim, inadmissível a sua prescrição, como atestam estudos e conclusões dos principais pesquisadores da comunidade científica mundial.













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